sábado, 19 de agosto de 2017

Amoras silvestres

Amoras silvestres
Escurinhas
Tão docinhas
À beira da estrada

Umas pequenas
Outras grandinhas
Umas vermelhas
Outras já madurinhas

Preto e vermelho no meio do verde
As folhas podem esconder, mas há espinhos até não mais poder
Cuidado com eles, pois ao contrário das rosas
As silvas são matreiras e silenciosas

Não só com os espinhos nos devemos preocupar
Existem plantas venenosas que te tentam enganar
São cópias, imitações
Que ao contrário de frutos bons e deliciosos
Levam para o hospital insensatos e gulosos

À beira da estrada estão silvas
Cheias de espinhos protetores
Protegem o que têm de mais importante
Os seus maiores tesouros
Frutos da sua vida brilhante

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Esqueci-me de avisar

Hellu ma buds~
O post de hoje foi extenso, sem imagens, certas palavras sem acentos. Porquê? Acontece que atualmente não me situo em casa e por isso não tenho nenhum computador. A única ferramenta que tenho disponível é o telemóvel, que aqui na aldeia nem rede tem, tenho de ir ali apanhar um bocadinho da espanhola. Nsbsknajs yea
Fiz uma espanhola dizer num restaurante: "VIVA A PÁTRIA PORTUGAL", venci na vida.
Era só para vos avisar, até mais \o/

Interrogo-me

Quando era criança tinha muitas perguntas
Umas mais pertinentes
E outras inconvenientes
Tudo era válido para participar na corrida da descoberta

Com o tempo foram surgindo respostas,
Algumas complexas e confusas
Ou então óbvias e simples
E assim ia correndo, e assim ia descobrindo

Se em criança julgava que as questões idiminuiriam com a idade,
Enganava-me seriamente
Já que hoje questiono-me ainda mais
Por cada resposta recebida, ofereço duas perguntas

A meta é longínqua
Talvez inalcançável
No entanto, eu corro e tu corres
Toda a gente entra nesta corrida

Diariamente descobrimos factos adicionais
Suspeitas que se vão montando e sintetizando conclusões
Interligando todos os conhecimentos
Formulando o nosso ser e a nossa mente

Todos os dias avançamos no percurso, não o podemos negar

Mesmo assim, provavelmente será ímpossível terminá-la

Muitos se dão como perdidos no caminho
Mas o que eles não sabem, é que não estão tão perdidos,

Pois o rumo certo não está devidamente definido

E desta forma continuamos a correr
Involuntariamente alcançamos o saber

Noticiário

Heyoo! Eu disse que dava notícias. Sendo assim vamos a isso! (um noticiário! Nnnnnnnn)
Não sei se alguém já reparou mas mudei um pouquinho o aspeto do blog~ O que acharam? Ainda não terminei mas aos poucos hei-de chegar lá. É um free layout, supostamente temporario (mas como eu sou muito preguiçosa... Oh bem, veremos). Os creditos estao no canto inferior esquerdo do layout, a mocinha tem muitos outros disponiveis, e lindos!
Retornando ao assunto principal: notícias a meu respeito.

Honestamente não tenho ideia do que vos informar. Passou-se mais um ano na minha vida, aconteceram bastantes coisas, porém, ao mesmo tempo sinto como se não tivesse acontecido nada. Sempre fui assim... É normal ou sou eu que sou estranha?
Penso que este ano aprofundei relações, enquanto outras se mantiveram ou se foram perdendo. A minha opinião sobre certas pessoas que conheci no passado foi-se modificando. Ultrapassei diversas barreiras do "conhecido" para o  "amigo", e simultaneamente aconteceu o contrário, "conhecido" para "talvez não tão conhecido como julgava" e ficámos mais distantes de "amigos" (apesar de manter aparências, nojo). Outras relações permaneceram no mesmo ponto. Foram acontecimentos inesperados, uma vez que inicialmente me alegrava por considerar como "amigos" todos aqueles que referi como "conhecidos". É um pouco confuso, não? Precipitei-me? Será que foi ingenuidade da minha parte? Será que me arrependerei de passar a considerar estes "conhecidos" como "amigos", e não os outros? Sei lá~ A verdade é que se estes "amigos" não forem mesmo o que dizem ser, não sei como seriam os meu amigos amigos, pois estas são as pessoas que conheço mais próximas de o serem. Opto por acreditar neles, mesmo com alguns anseios. Ainda assim, não sou muito de fazer esse tipo de distinções, por isso que se dane.
A nível escolar, foi um ano atribulado. Sinceramente não senti tanta diferença do 10° para o 11°. Todos os meus colegas se queixavam: "só trabalhos", "só testes", "no ano passado não foi nada disto", mas eu não o senti tanto. Pode ser que eles só tenham despertado este ano? Para mim, o ano mais desgastante e stressante foi mesmo o 10°. Senti um choque imenso entre o básico e o secundário. Escola nova, pessoas novas, nada ajudou. Aaahhh, minto. Tive uma sorte milagrosa de calhar numa turma boa e conhecer pessoas maravilhosas que me faziam gostar de ir à escola. Foi tudo muito diferente. Apesar de ser tudo mais difícil, eu comecei a ter gosto em ir à escola~ Contudo, foi-me frustrante à mesma. Chegava a casa e ia estudar: acabava a chorar. Recebia testes, chegava a casa: chorar. Chorar. Chorar. Porquê? Ah pois é, porquê... Não conseguia alcançar os meus objetivos. Não era suficiente. Ainda não sou. As minhas notas não eram más, mas não eram as notas que eu queria. Porque aumentei tanto os meus objetivos? Ainda os tenho assim elevados. No futuro, quero fazer o que quiser. E aparentemente não vou conseguir, mas pronto. Quando eu acabava por me queixar a alguém, a maioria das pessoas não compreendiam. Para eles, as minhas notas já eram boas. Para mim, não. E realço, a maioria das pessoas. Nem todos. Havia quem me compreendesse, iguais a mim. Corrijo, eles eram melhores. Duvido que fossem tão fracos como eu. Foi uma experiência nova, encontrar pessoas como eu. Quando escolhi o curso de ciências, nunca me ocorreu que iria integrar uma turma onde haviam pessoas com gostos semelhantes aos meus, objetivos distintos ou parecidos, foi tão diferente, tão fascinante para mim! Saíamos das aulas a comentar e dar opiniões SOBRE MATÉRIA! E passavamos intervalos e intervalos com dúvidas relacionadas a matutarem na nossa cabeça, e nós a tentar solucioná-las. Eramos uns nerds nessas alturas? Nao sei. Foi fantástico. Nunca tinha vivido nada assim. E isto também era só às vezes. Havia tempos em que só falavamos porcaria e nos divertiamos. Foi uma experiência do outro mundooo!
E já me perdi na conversa... Aiai~
Ah, sim. Quando terminei o 10° ano prometi a mim mesma que não iria sobrecarregar-me com a escola, não queria que a frustração me fizesse perder o gosto que tenho por aprender (e não só). Aquelas circunstâncias não eram saudáveis e eu tinha consciência disso. Por isso prometi que iria mudar esses aspetos e levar as coisas mais na descontra. Se foi uma boa decisão ou não, nem sei. Mas sei que psicologicamente estive melhor este ano do que no ano passado. Tudo o que veio atrás eram consequências das minhas decisões e eu sabia disso, sendo bom ou mau, dizia-me a mim própria que tinha sido a escolha certa e isso aliviava-me possíveis arrependimentos. De que vale querer boas notas se não fico bem comigo mesma? Valia a pena lutar? Mesmo que valesse a pena, quando eu estou mal, simplesmente não consigo fazer nada para além de chorar e querer desistir de tudo. Por isso continuo a achar que foi o melhor para mim. As minhas notas não foram tão estáveis, mas a média foi praticamente a mesma. Se os dois caminhos foram dar ao mesmo destino, penso que este caminho foi o melhor pois não foi tão doloroso. "Nem sempre o caminho mais fácil é o melhor" Neste caso eu considero que foi o melhor, sim. Era demasiado para eu aguentar. E não me interpretem errado, eu não deixei de me esforçar o ano todo. Só deixei de exigir de mim muito mais do que o meu máximo, e para além do trabalhar, deixei um tempo para descansar e recuperar, que era o que me estava a faltar no 10°.
E foi assim o meu 11° ano. Os exames podiam ter corrido melhor, podiam. É como tudo na vida... Mesmo que esteja bem preparada e precise de ser bem sucedida numa tarefa, arranjo alguma maneira de estragar tudo. Mehhh. Na segunda fase fiquei a duas décimas de ter a nota que precisava a FQ, enfim...
Estou na dúvida se repito para o próximo ano, mas com matemática e português a vida fica um bocado complicada. Estou receosa também quanto às turmas do 12°, o que será que me espera? Escolhi biologia e aplicaçoes informaticas e até agora só conheço uma pessoa que tenha feito o mesmo. A maior parte das pessoas escolheu fisica e qualquer coisa. Eu adoraria ter ido para biologia e física (eu sei: é improvável), mas tive medo de ser muita carga e sobrecarregar-me desnecessariamente e não conseguir dedicar-me da maneira que tenciono a disciplinas como a matemática. Por isso aqui estou eu, na corda bamba da incerteza já decidida (nem eu sei o sentido desta frase). Vou indo com a maré e logo se vê~

Penso que já falei de tudo? Tudo tudo não, mas vocês também já devem estar cansados de ler, se é que chegaram até aqui. Aposto que ninguém leu nem metade ;_; sou uma chata de primeira rrrrrr. Mas pronto eu gosto de ter um lugarzinho onde posso falar e escrever. Esse lugarzinho é aqui! (ou no twitter, ou num diário, ou... Pronto ok vamos deixar a frase bonita e com sentido)

Até ao próximo post
Beijinhozin da Anizin~! <3
(Quê?)

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Está aí alguém?

Olá. Se houver alguém a ler isto, wow, muito obrigada. Passou-se literalmente quase 1 ano desde que vim aqui. Sinceramente, não tinha grandes intenções de voltar. Ocorreu-me a ideia de apagar o blog para não ser apenas mais um inativo só a ocupar espaço na internet. Ou simplesmente abandonar e pronto.

sábado, 10 de setembro de 2016

Eu ainda não perdi

Voar e deixar de sentir os pés no chão
Ouvir respirar e o bater do coração
O céu era o limite mas aqui tens um convite
Não há tempo para conversas, o universo é infinito

E então, para onde ir? Onde ficar?
O que fazer? O que pensar?
O que realmente importa?
Se tudo era nada e do nada se fez tudo




sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Hello darkness my old friend

"Estava escuro. Fechada no quarto, os meus olhos brilhavam intensamente com a luz emitida pelo ecrã do telemóvel (=tela do celular). Eram precisamente 03:07h da manhã. Bolas! Se fossem 03:03h ainda podia ter pedido um desejo - pensei, apesar de não ter nada em concreto para desejar. E mesmo que tivesse, a minha mente já estava cansada o suficiente para sequer me lembrar do quê.
Estava deitada na cama, a ler fanfics diversas que encontrava apenas para passar o tempo. Umas interessantes, outras nem tanto.
Lá fora, o meu cão não parava de ladrar num tom de quem está assustado e ao mesmo tempo desesperado para não o demonstrar que está com medo. Ignorei, não lhe dei importância. Afinal, se o cão estivesse em silêncio é que seria de estranhar, ele nunca se cala.
Subitamente, um outro som chegou aos meus ouvidos.