domingo, 25 de fevereiro de 2018

I got the sun and the moon all over me

I wish I could count the stars
I wish I could just fly away
Have you ever felt like you dream was real?
Have you ever felt like your life was your worst nightmare?
I got the sun and the moon all over me
Watching my steps from the sky where all the lights lay down
Do you also see them?
The stars are so distant but they look like they are here with me
People are gone but they keep in my heart
I keep seeing them night and day
They will never fade
As long as they stay still
inside myself

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Montanha desordenada de peças perdidas e soltas

O vento leva os cabelos e as folhas das árvores. Despenteia, tira-me a visão. As pessoas que passam devem pensar: "que rapariga descuidada, nem ajeita o cabelo". Mas gosto desta sensação, não quero saber (na verdade, talvez queira um pouco...). Uma parte de mim condena-me por determinadas atitudes. A outra parte ignora - ignora e é feliz por si só. Porém, nós somos um todo. Ainda que uma esteja feliz, a outra continuará atormentada. E eu sou claramente a mistura de todas elas, sou constituída por diferentes divisões que estão conjugadas num inteiro. Não diria que seja semelhante a um puzzle que se completa ao encaixar as peças umas nas outras - é mais parecido com uma montanha desordenada de peças perdidas e soltas. Sinto que o meu eu é tal e qual um emaranhado de equações impossíveis sem conjunto de solução, um caso de codominância de características que se expressam de igual forma, uma mixórdia heterogénea onde todas as substâncias se evidenciam, formas psicológicas contrárias entre si, valores e ideais opostos e incompatíveis que coexistem com incerteza e confusão. Tudo isto em mim. Tudo isto, eu.



domingo, 4 de fevereiro de 2018

Pesadamente leve

Desculpa pelas inúmeras mensagens, perdi um pouco a noção do que estou a fazer. Se pensar nisso, começo a imaginar a tua reação ou o que pensas a meio respeito, e surgem respostas negativas na minha mente (o que já está a acontecer). Provavelmente consideras-me uma criança estúpida que nem te compreende, que está para aqui a falar coisas superficiais sem significado, como se soubesse muito e infelizmente não o sabe. Honestamente, no teu íntimo julgarás que não te estou a ajudar minimamente - nem que se determinasse a derivada da função H(x) para descobrir o seu mínimo, e assim perceber que a minha ação é inferior à solução (H de Help - ajuda). Certamente acharás isso, mas vais ocultá-lo simpaticamente para não me fazeres sentir mal ou não me preocupares mais (sim, claro, como se o que mais te preocupasse fosse o facto de eu ficar mal.... No fundo, aposto que ninguém se importa). São três da manhã e realmente perdi a noção do que faço, penso ou digo. Na verdade não digo nada, porque estou a escrevê-lo - com os dedos, não com a boca. O sono deixa-me levar, cansada, mas o cérebro não repousa. Estou preocupada, por isso mando mensagem, por mais ridículo que seja. Outra mensagem, nova mensagem, mais uma... É por estares adormecida que me abro tanto, me torno um livro aberto. Se a tua reação chegasse agora, eu perderia a coragem para continuar, porque o pânico seria o presente. Desta forma, posso remoer e remoer pensamentos, até que finalmente me seja possível adormecer. Mas posso preocupar-me com isso depois. Amanhã. Tudo o que tiver a dizer, digo-o agora. Se tiver arrependimentos, arrepender-me-ei amanhã, hoje não (apesar de conseguir sentir arrependimento agora. Já estou arrependida?). Enfim, deixá-lo-ei para amanhã. A tormenta virá comigo amanhã. Ou hoje, visto que são três e meia da manhã e já o novo dia começou.
Quatro da manhã e aparentemente acordaste do teu sono. É a minha vez de ir dormir... Envergonhada com um sorriso no rosto, porque afinal não tiveste uma reação negativa. Pelo menos, foi isso que demonstraste. Deveria ter me contido nas palavras? Terei exagerado? Será que foste verdadeira comigo? Não sei. Contudo, o que está feito, feito está. Já não importa, porque já passou. Será mesmo assim? Não sei. Não sei, não sei. E os olhos vão cerrando... O sonho bate à porta... O pesadelo assiste a tudo, num canto da mente... Tudo se torna pesadamente leve... 
Boa noite.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

O que estou aqui a fazer?
Estou perdida.
A vida vem, vai...
Passa e deixa-me rendida.

Não sei o que fazer
Se quiserem, levem tudo
Porque podem, sem sequer olhar a corações
Deuses não precisam de razões
Não nos perguntam se concordamos
ceifam tudo

Que marcas deixo na vida dos outros?
Que marcas deixaram em mim?
Que marcas deixaste?
O que sobrou de ti?
Eu gostava muito de ti
Ainda gosto, todos gostamos

Eu não queria ver a verdade
Agarrava-me à minha vontade
De acreditar que irias dar a volta
Como sempre o fizeste

Tive esperanças
De que seria só um momento menos bom
Como muitos que já tiveste anteriormente
Não foi uma surpresa,
mas não é por isso que foi menos doloroso
é muito doloroso

Como foi para ti? Como foi?
Conseguiste dizer aquilo que querias?
Já sabias que era este o teu destino?

não consigo imaginar o desespero...
de alguém que continuava a passar-me tranquilidade
disfarçando a situação na escassa voz
revelando tudo no olhar
só não viu quem não quis
eu não vi

Como foi a última vez antes de fechar os olhos eternamente?
antes de perderes o último fio de vida num corpo já inconsciente?

Ninguém desejou isto
Todos suplicámos pelo contrário
Ninguém acendeu velas para que fosse este o fim
Ninguém rezou para que tudo terminasse assim

As cócegas
Os puxões de orelhas
A barba que picava
A seriedade e a calma
As brincadeiras
A preocupação
O sofrimento que escondias
E a alegria que transmitias
As viagens que faziamos
O tempo que passámos juntos
O apoio que nos davas
A admiração que tenho
O orgulho que temos
em ti, de ti, por ti
Foste sempre uma fonte de esperança e superação
Nada disto foi em vão

Não pode ter sido em vão
Não será em vão
Não será esquecido
Nunca...

Porque a melhor sobrinha mais nova do mundo
Adora o melhor tio (mais novo) do mundo
Desde sempre, para sempre.